EU CARREGO O SEU CORAÇÃO COMIGO
Eu carrego o seu coração comigo
Eu o carrego no meu coração
Nunca estou sem ele
Onde quer que vá, você vai minha querida
E o que quer que eu faça sozinho
foi você, minha querida
Não temo o meu destino
Porque você é o meu destino, meu doce
Eu não quero o mundo por mais belo que seja
Porque você é meu mundo, minha verdade
Este é o maior dos segredos que ninguém sabe
Você é a raiz da raiz
O botão do botão
E o céu do céu
De uma árvore chamada vida
Que cresce mais alto do que a alma pode esperar
Ou a mente pode esconder
E esse é o milagre
Que mantém as estrelas à distância
Eu carrego o seu coração comigo
Eu o carrego no meu coração.
(Tradução livre do poema “I carry your heart with me” de e.e. Cummings)
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O LADO BOM DA PANDEMIA
ResponderExcluirE quando o amanhecer vier, estaremos prontos para viver os sonhos adiados, os desejos mais acalentados, que por medo ou hesitação, ficaram só em pensamento.
A pandemia está servindo para me mostrar o que eu sempre soube mas, na correria do dia a dia, nunca dei a importância devida: o tempo passa e não volta atrás. É um segredo, sabiamente guardado por Deus, quanto tempo cada um de nós ficará por aqui neste planeta. A partida pode ser amanhã, em dezembro, daqui há dois ou cinquenta anos. Podemos ter a graça de viver um século ou seguirmos para o infinito ainda jovem. Ninguém sabe quais são os planos do Pai, que são sempre perfeitos, por mais que os acontecimentos nos surpreendam.
E vem o corona vírus me jogar na cara que eu preciso aproveitar melhor a vida. Sim, porque mesmo sem ter noção, acabava sabotando os meus planos: adiava decisões importantes, deixava pra depois momentos preciosos, guardava só pra mim ideias que não eram colocadas em prática.
Eu, e creio que muitos de nós, nos acostumamos a esperar o momento perfeito para agir. Só que este momento ideal simplesmente não existe. E com esse mau hábito deixamos coisas importantíssimas para trás.
É o eu te amo nunca dito, a ligação comovente sempre adiada, o sexo que ficou só na vontade, a viagem que nunca aconteceu, o novo emprego que só existe nos planos, o namoro que não vira casamento, o filho que ainda não veio, os sonhos que só existem em pensamento.
Todo este distanciamento social me deu tempo de sobra pra eu perceber que o tempo de agir é agora. Quero viver já os momentos maravilhosos que desejo e mereço, sentir a alegria imensa de estar aproveitando inteiramente a vida e ter a sensação plena de que cada dia é muito valioso e não deve ser desperdiçado por uma rotina previsível, acomodada e sem brilho.
Vou partir em busca dos meus sonhos, porque não quero chegar no final da vida arrependido por não ter feito o que queria. Loucura mesmo é não ousar, não arriscar por conta da opinião dos outros, da situação financeira, do medo do futuro que, por mais que se planeje, será sempre imprevisível.
Descobri também que, nessa jornada rumo ao desconhecido que é o destino, podemos contar com uma poderosíssima aliada: a nossa fé. É ela que nos guiará sempre pelo melhor caminho, que nos sustentará diante das decepções, que nos trará a alegria imensa de sentir a presença de Jesus no coração.
Sim, a pandemia me aproximou ainda mais de Deus. Me fez dar um sentido novo à vida, celebrando cada momento bom com profunda gratidão. Obrigado, Senhor! Tenho certeza de que dias melhores virão! É a fé que me move e me enche de otimismo e entusiasmo. Daqui pra frente, a minha vida não será mais a mesma. E sou muito grato por isso.
MAIO 2020 - Luiz Claudio Siqueira
Lindo texto. Há dias venho pensando em escrever sobre meus sentimentos desde o meu afastamento compulsorio do trabalho, devido à pandemia do coronavirus - covid 19, no dia 16/03/2020.
ResponderExcluirDesde então tenho me mantido, basicamente, dentro de casa. Saí algumas vezes (2 ou 3) para ir ao mercado, à casa da Isabela e no dia das Mães fui a Ribeirão Preto.
Estranho o que sinto. Sempre gostei de ficar dentro de casa à vontade, não tendo horário rígido para acordar e para dormir. Às vezes me vem a sensação de medo, de tudo ter acabado, de não haver mais tempo para ser feliz, para consertar o que não fiz bem feito. A madrugada só é vencida após assistir série na Netflix. Consigo durmir após ouvir um passe virtual e música para relaxamento. Durante o dia, mal consigo me manter acordada. O home office não funciona bem. Meu trabalho não pode ser presencial, gostaria de estar trabalhando e me sentindo util. É triste chegar ao ponto de ser cuidada e ter restrições. A Isabela tem trabalhado bastante e geralmente nos vemos no final de semana, às vezes rapidamente no meio da semana quando ela passa por aqui para trazer ou pegar alguma coisa.
Sinto falta da minha utilidade. Sinto saudades de quem fui um dia. Sinto falta de tanta coisa. Vou tentar escrever todos os dias, a partir de hoje.
Apesar de sentimentos ambiguos, vejo que esta fase é a maior oportunidade que me foi dada para que eu me torne uma pessoa melhor, afinal minhas necessidades diminuiram tanto! Uma casa tão grande, tanta roupa sem nunca ter sido usada, sapatos, pra que tanta coisa? Tanta coisa sobrando e tanto contato faltando. Mensagens de wattsapp entopindo o celular, e a falta de uma voz trazendo a esperança tão prometida nas mensagens.
Hoje o dia está mais frio e estou sentindo este frio dentro de mim.
Será que não terei mais tempo, futuro. Não consigo pensar para daqui a um mês. Não visualizo o futuro, nem que seja o futuro daqui uma semana. Onde foram parar meus objetivos, meus sonhos?
"Ôh meu fio, esse coraçãozinho anda apertado né... nego véio sabe que toda essa ansiedade que suncê tem sentido está roubando suas forças, o seu sorriso, a sua paz, e a vontade de viver.
ResponderExcluirE só Deus sabe o quanto suncê tem lutado né fio.
Mas acredite fio, tudo na vida passa, até os momentos ruins, e essa ansiedade, esse vazio no peito também vai passar.
E como na vida nada acontece em um passe de mágica, pouco a pouco suncê vai perceber que a escuridão dará lugar a luz e a tristeza dará lugar a alegria.
Mas pra isso acontecer fio, tem que ter fé, porque quando a gente acredita, tudo a nossa volta se transforma, e maior que os nossos planos, são os de Deus.
O que a gente não pode jamais fazer, é desistir da vida... desistir de nós mesmos, dos nossos sonhos, da nossa felicidade.
Porque acredite meu fio, o momento pode ser de tempestade, mas o sol vai voltar a brilhar, e com ele um arco-íris lhe dizendo que é hora de recomeçar."
👴🏾👵🏾🙏🏽📿
Texto:Sabedoria de Preto Velho 14/05/2020
*QUANDO A GENTE VAI EMBORA*
ResponderExcluir“A GENTE VAI EMBORA... E fica tudo aí, os planos a longo prazo e as tarefas de casa, as dívidas com o banco, as parcelas do carro novo que a gente comprou pra ter status.
A GENTE VAI EMBORA... Sem sequer guardar as comidas na geladeira, tudo apodrece, a roupa fica no varal.
A GENTE VAI EMBORA... Se dissolve e some toda a importância que pensávamos que tínhamos, a vida continua, as pessoas superam e seguem suas rotinas normalmente.
A GENTE VAI EMBORA... As brigas, as grosserias, a impaciência, serviram para nos afastar de quem nos trazia felicidade e amor.
A GENTE VAI EMBORA... E todos os grandes problemas que achávamos que tínhamos se transformam em um imenso vazio, não existem problemas. Os problemas moram dentro de nós. As coisas têm a energia que colocamos nelas e exercem em nós a influência que permitimos.
A GENTE VAI EMBORA... E o mundo continua normal , como se a nossa presença ou ausência não fizesse a menor diferença. Na verdade, não faz. Somos pequenos, porém, prepotentes. Vivemos nos esquecendo de que a morte anda sempre à espreita.
A GENTE VAI EMBORA... Pois é. É bem assim: Piscou, a vida se vai... O cachorro é doado e se apega aos novos donos.
Os viúvos se casam novamente, andam de mãos dadas e vão ao cinema.
A GENTE VAI EMBORA... E somos rapidamente substituídos no cargo que ocupávamos na empresa. As coisas que sequer emprestávamos são doadas, algumas jogadas fora. Quando menos se espera...
A GENTE VAI EMBORA... Aliás, quem espera morrer?
Se a gente esperasse pela morte, talvez a gente vivesse melhor.
Talvez a gente colocasse nossa melhor roupa hoje, talvez a gente comesse a sobremesa antes do almoço. Talvez a gente esperasse menos dos outros...
Se a gente esperasse pela morte, talvez perdoasse mais, risse mais, saísse à tarde para ver o mar, o pôr do sol, talvez a gente quisesse mais tempo e menos dinheiro.
Quem sabe, a gente entendesse que não vale a pena se entristecer com as coisas banais, ouvisse mais música e dançasse mesmo sem saber.
O tempo voa. A partir do momento que a gente nasce, começa a viagem veloz com destino ao fim - e ainda há aqueles que vivem com pressa! Sem se dar o presente de reparar que cada dia a mais é um dia a menos, porque...
A GENTE VAI EMBORA o tempo todo, aos poucos e um pouco mais a cada segundo que passa.
O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM O POUCO TEMPO que lhe resta?!
Que possamos ser cada dia melhores, amorosos, humildes, e que saibamos reconhecer o que realmente importa nessa passagem pela Terra!
Até porque... A GENTE VAI EMBORA...”
Autor desconhecido.
Martha Medeiros: A DOR QUE DÓI MAIS Trancar o dedo numa...
ResponderExcluirA DOR QUE DÓI MAIS
Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.
Martha Medeiros , A dor que dói mais in Trem-Bala. L&PM Editores. 1999.
crônica copiada em 28/09/2020 - 01h57
ResponderExcluir"A maior de todas as 'ilusões dessa vida é achar que podíamos estar em um lugar diferente do que estamos agora!
ResponderExcluirNão tem como ser de outro jeito, afinal onde estamos nesse momento é fruto das nossas escolhas e renúncias que fiz ontem ou no passado!
Mas, se você quer ir para um lugar melhor, seja lá o que esse melhor signifique, se você quer estar ao lado de outras pessoas, se você tiver querida ter uma vida mais confortável, cuide de construir essa estrada nesse aqui e agora, pois esse é o instante certo!" extraído de Constelações Familiares - Um Caminho para o Mais
Atormentado coração humano!Realmente somos um ser em construção.
ResponderExcluir"No Outono, quando os frutos abandonam as árvores que lhes fizeram nascer, e jogam-se ao chão...
ResponderExcluirNo Outono, quando as folhas verdes perdem o seu viço e param de alimentar com seu metabolismo de nectar etéreo das radiações solares a planta, e a abandonam....
No Outono, quando os pássaros migram para novas paragens, colocando o silêncio e tristeza em torno das árvores que lhes acolheram durante as boas estações, somente para lhes ouvir o canto alegre e festivo, e sem mais nada pedir...
No Outono, quando a própria terra que se beneficiou com sua sombra refrescante torna-se seca e árida, negando alimentação...
No Outono, quando todos aqueles que a admiraram e aproveitaram sua beleza, também a abandonam, a árvore mantém-se viva e serena.
Não desanima e aguarda. Conhece a sua missão e não se desespera.
Não odeia e nem vinga. Sabe que à humilhação sobrevirá a exaltação, e, por isso, aguarda com soberba Coragem o inverno que haverá de cobrí-la com nuvens cinzentas e lamacentas de humilhação, numa tentativa final de destruí-la.
Mas, na sua seiva corre o Espírito do Eterno, e ela disso bem sabe, tem consciência. E, numa atitude passiva e resignada, entende a efemeridade dos tempos.
Então, passados estes, vê nascer em seu mais distante ramo um broto, como que lhe anunciando as recompensas por tamanha Coragem.
É a Primavera que surge.E, novamente, a terra volta a lhe dar alimento, as folhas retornam com seu verde de Esperança, os pássaros em seus galhos fazendo morada, as flores e os frutos a lhe enfeitarem e, finalmente, as pessoas a lhe admirarem.
É a glória, conquanto que passageira, mas por demais nobre para ser desprezada.
Nas estações de Outono, saiba imitar a Árvore." Dr. Celso Charuri 08.04.81
Na primavera, com toda a beleza das flores, pelo renascimento da vida, por vezes me sinto vivendo o outono e, como a árvore, numa atitude passiva e resignada, custo a ter esperança da volta da alegria que vivi um dia.
Não sou como a árvore que tem a coragem de enfrentar o inverno e acreditar que será recompensada com a vinda da primavera.
Véspera do meu aniversário. Uma tristeza me encontra e me diz que não terei o mesmo tempo que tive até hoje, que deixei passar tantas coisas e que não há como recuperá-las.
ResponderExcluirO tempo passou, mas tantos sentimentos, sonhos não passaram e sinto que não há mais tempo.
Se este sentimento servisse, pelo menos, para eu aproveitar melhor o pouco tempo que tenho a minha disposição, mas não, ele tem servido para me deixar prostrata frente à vida.
Sei que devo ser grata aos anos que me foram dados e a todas as pessoas com quem convivi e as que ainda convivo e também a todas situações vividas.
Quero ter mais tempo, mais sonhos e mais utilidade.